
O povo¹ clama e eu atendo! O texto de hoje vai ser sobre o novo cd do trio sapeca conhecido como Friendly Fires.
Já vou adiantando que eu não sei fazer reviews pedantes que discutem sobre a qualidade musical de um disco ou uso dos instrumentos, baixos distorcidos, filtros, uso da rebimboca da parafuseta e etc. Pra mim música se divide em duas categorias: eu gosto ou eu não gosto.
Aviso também que esse post é image heavy, contando com diversos e espetaculosos gifs animados, porque eu curto esse tipo de coisa e o blog é meu. Fora que se demorar pra carregar você vai poder se recordar dos emocionantes minutos em que esperava uma imagem aparecer quando tinha internet discada.
Esclarecido isso, vamos ao review de Pala, esse belo disco tropical com essa arara fazendo a águia² na capa.
Depois de esperar muito tempo por material novo do FF, fiquei empolgada ao ouvir Live those days tonight, que conta com um clipe homenagem às raves e toda essa curtição gostosa dos anos 90, além da participação do sempre eterno Techno Viking.
Daí o disco vazou, e minha reação ao ouvir o mesmo foi aproximadamente essa:

Sério, eu não entendi. Teria eu baixado o arquivo errado? Haveria eu caído em uma fenda temporal de volta pros anos 90? Era uma brincadeira de mau gosto?
Chorei, xinguei no Twitter, fiz post desabafo no Tumblr, comentei com as amigue, ou seja, fiz de tudo que essa nova geração faz pra reclamar se expressar.
Passado o choque resolvi que era a hora de abraçar a cafonice e dar mais uma chance, afinal, esperei três anos né?
Os anos 90 foram bons pra mim, eu fui feliz nos anos 90. E ao ouvir com mais carinho consegui relembrar todas as sensações que vivi nessa década, cafona sim, mas tão adorável. Se você não foi feliz nos anos 90, ou não curte uma cafonice saudável, Pala não é pra você.
A nível de melhor compreensão desse belo lançamento vou comentar faixa por faixa, vem comigo!
Live Those Days Tonight - Acredito que seja a faixa mais atemporal do disco, dentro do possível. Bem batidão, boa pro dj bom tocar na pista.

Blue Cassete - Fita K7, quem nunca? Esses seres em extinção são homenageados nessa bela faixa. Imagina a emoção que é achar aquela mixtape feita pelo seu namoradinho de portão, perdida a muito tempo, por pra tocar e ouvir músicas da Patrícia Marx. Esse é o espírito dessa faixa.

Running Away - com um toque de boy band e agonia, lembra o tipo de música que você usava pra mandar indireta pro seu ex, pedindo pra rádio da cidade tocar e dedicar pra ele.

Hawaiian Air - um anúncio da Pakalolo gravado nas dunas do Nordeste a bordo de um bugue. Apenas isso.

Hurting - Música de boy band B, estilo BB Mak e 98º degrees. Boa pra curtir uma fossa.

Pala - música pra usar no bailinho da vassoura, onde geralmente o menino meio seboso ficava com a mesma a festa toda.

Show me lights - música de boy band A, tipo NSync e Backstreet Boys. Do tipo que você pedia pra rádio da cidade tocar e dedicar pra aquela pessoa especial que você tava querendo ficar.

True Love - perfeita pra aula de aeróbica e concursos de dublagem em geral. Concursos de dublagem, sinto sua falta.

Pull me back to Earth - trilha sonora internacional de Cara e Coroa, ficava no lado A da fita K7.

Chimes - com um remix do DJ Bobo iria direto pra uma das edições do TV Dance ou 7 melhores da Pan.

Helpless - fez burrada e quer se desculpar? Pede pro carro de som ou a telemensagem tocar essa música.
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Então é isso meus amigos, peguem seus keds, polainas, calça fuseau e moletom do Mickey e curtam essa delícia!
¹: povo = Mauricio de Orleans Bragança.
²: do pajubá = abre as asas
³: não tem nada a ver com a música, só queria compartilhar esse gif da Xuxa falando puta que pariu.


